Merece uma dose!

Merece uma dose! é como uma mesa de bar.

Quem brinda?

 Maise Soares

Pernambucana, Eletrotécnica, estudante de Engenharia de Energias, residente do subúrbio cearense e adora tomar uma(s) nas horas vagas. Horas de riso, otimismo, fofocas e revelações. Entre um porre e outro, muitas histórias pra contar: drama, comédia romântica, aventura e um tico de sacanagem. Ama um pé de serra, água de mar, banho de chuva. Prefere havaianas a salto alto, peixe a carne, homem a mulher.  De uma beleza um tanto quanto renascentista: ancas largas, seios fartos, riso frouxo. Segue fácil som de tambor, barbudo desacompanhado, cheirinho de boa comida e convite para uma mesa de bar. Mulher sujeita a prazeres que sonha ter o coração cativado. Bebe com ela esta dose?

E-mail: maisenat@gmail.com

Twitter: @maise_soares


Carolina Rodrigues

Tô por aqui desde 1985, mas queria voltar aos 15 anos. Apesar de pernambucana, criei morada em Fortaleza. Mas, definitivamente, calor não é pra mim. Meus primeiros filmes favoritos foram Clube da Luta (embora nunca tenha gostado do Brad Pitt) e Stallone Cobra. No cinema, menos diálogo. Na música, mais letra. Nas artes visuais, menos subjetivismo.  Na gastronomia, se tirar o quiabo e maxixe, como e repito. Quanto às palavras, se escrevo em forma de carta, a coisa flui melhor. Prefiro barba a cara lisa, sorvete a chocolate e sou tarada por homens inteligentes, vide meu namorado. Pra argumentar minha impulsividade, uso a Astrologia: sou de Áries. Entre a Faculdade de Filosofia e barzinho com amigos, Merleau-Ponty me entenderia. Tudo isso na mesa, acompanhado de uma vodka, merece uma dose.  No fundo, no fundo, sou uma linda.  Me paga uma dose?

E-mail: carolinacestmoi@gmail.com

Twitter: @canibalvegan

Carlos Mourão

Empresto meu corpo, voz e pensamento ao advogado oito horas por dia, tempo mais que suficiente para um rótulo que dizem ser profissão. Como morador do tempo, deixo também habitar em mim o menino, o místico, o intuitivo, o astrólogo, o ateu, o chato, o observador, o bom moço, o mau moço, o sarcástico e por aí vai. Tudo o que não se mistura cabe em mim. E tudo isso rende boas conversas pelas ruas dessa Fortaleza protegida pelos ventos, por isso não resisto ao chamado dos amigos para a boemia e para a eterna tentativa de se entender nesse contexto de caos e calmaria. Sou a síntese divertida de todas essas tentativas de compreensão num processo dialético. Sou também como essa cidade, guardo tudo de mais antagônico, mas não mau trato. Divide uma dose?

E-mail: carlosmouraon@gmail.com

Twitter: @carlosmourao1

Yuri Mourão

Mestrando em História pela École Normale de Cachan, em Paris, mas, na verdade, gosto mesmo é de protelar e ficar na rede.  Sou a epítome da preguiça, mas de vez em quando crio coragem e faço as coisas, mas só muito de vez em quando. Sou mais teórico do que prático, incapaz de me manter em um trabalho por mais de dois meses e espero, enfim, que um dia eu possa viver da escrita (no fundo da rede). Sou o cozinheiro oficial da casa (junto com a Carolina Rodrigues), o fumante teimoso e compulsivo, aquele que um dia bebeu muito e hoje quase não bebe mais. Mesmo assim, tudo isso merece uma dose…

E-mail: yurimouraof@hotmail.com

Twitter: @yurimouraof1

 Davi Queiroz Machado

Já morri duas vezes, e voltei antes do terceiro dia, não subi aos céus, não sentei à direita ou à esquerda de Deus pai todo poderoso. No entanto, estou num coito divino com as palavras. Como diria Manoel de Barros: “O Poeta é um ente que lambe as palavras e depois alucina”. E a Linguagem é um tema que me interessa muito. Seja literária, filosófica ou cinematográfica. Estou procurando uma síntese entre essa santa trindade, mas não quero me arriscar a fundar uma nova religião. Meus dogmas são diferentes do Dogma em que Lars Von Trier se meteu; minha filosofia ainda não foi defendida, pois ela é mais parecida com uma lança do que com um escudo; minha literatura não tem compromissos com fronteiras geográficas ou culturais. Estou eternamente na atuação do personagem de “Estranho no Ninho”: com a mente sã, e mesmo assim num hospício coletivo que chamamos de sociedade. Melhor assim, talvez eu ganhe um Oscar ou quem sabe uma Framboesa de Ouro. Mas o que eu quero mesmo é tomar, com vocês, intermináveis doses de poesia etílica.

E-mail: elfodogelo@hotmail.com

 Leonísia F.

Desde que eu me entendo por gente, sou estudante. É a opção que me cabe nesses infinitos cadastros em terras de gente-números. Ainda não atravessei a linha que te delimita numa profissão e tenho um medo danado de atravessá-la. Por puro acaso e pressão, frequento uma faculdade de Direito. Entender o Direito como instrumento de transformação social é o que me mantém nela. Por mais que eu goste de peticionar contra o Estado e empresas violadoras de Direitos Humanos, eu gosto mesmo é de costurar histórias com minhas palavras. Gosto da expressão que as pessoas fazem quando provoco um pensamento diferente nelas e de ir às ruas levantar o punho esquerdo cerrado e bradar palavras de ordem. No que eu não me conheço, os búzios e os astros me dão pistas. Pareço abusada, mas sou tímida e abusada. Porém, em mesa de bar com gente linda isso vai embora rapidinho. Bar é lugar de criação, inspiração, conspiração e, claro, piração. Habitat natural de militantes e poetas. I’m so over dose. Bebamos doses e doses!

Email: leonisia.poisquesejadoce@gmail.com

@leonisiaF

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