Merece uma dose!

Merece uma dose! é como uma mesa de bar.

Africa una

Quando alguém diz África, o que você pensa? Quais imagens aparecem em sua cabeça? Que sensações você têm? Boas ou más?

 

eu imagino assim...

As mídias visuais que chegam ao nosso alcance fazem-nos crer que a África é uma coisa só. Um país gigantesco e miserável onde as crianças são tão magras ao ponto de parecerem modelos anoréxicas numa passarela de pó e poeira, onde HIV e Ebola fazem vítimas todos os dias – negros, claro! E ainda bichos: o leão com sua juba imponente, a zebra com suas listras (branca e preta ou preta e branca); a girafa com aquele pescoção e macacos, muitos macacos. E os negros? Esses têm demais! O que mais existe lá são eles, com seus cabelos estranhamente trançados e suas roupas coloridas.

Como do lado de lá a pobreza é uma regra, fazemos campanhas em sites de relacionamento bradando: “Save the Africa. Save Africa’s Children!” – em nossas cadeiras giratórias. A galera é pobre mesmo! Temos que mandar comida, medicamentos ou ainda pedir aos nossos milionários que sigam o exemplo da musa Jolie e adote um africano – negro.
A África é vista aqui, como o lugar escolhido para abrigar todas as pragas do Egito. Lá tem deserto, miséria, fome e doenças. E só! Além do que lá se fala uma língua estranha que só eles, africanos negros, entendem.

Eu aprendi assim por muito tempo, mas fui convidada a desconstruir todos esses paradigmas. E vos digo prezado leitor, a tarefa não tem sido das mais fáceis.

A primeira surpresa veio quando me disseram que a África não é um país grandão, ela é um continente cheio de países de nomes estranhos, que tem gente lá que nunca viu um leão ou zebra ou girafa ou macaco. Que por incrível que pareça, tem uns negros morando melhor do que eu, pois suas casas têm até jardim e, acredite quem quiser, tem uns brancos por lá se dizendo africanos. Será?!?!

Disseram também que lá não se fala apenas uma língua estranha, mas muitas: português, francês e até inglês. Se os americanos descobrem, vão fazer guerra! Falam que nem todo mundo passa fome e que os pratos vão bem além do nosso humilde feijão com arroz. Que nem todos sabem tocar tambor e que Candomblé não se vê, em qualquer canto, por lá. Mas há cristãos e mulçumanos vivendo em paz. É difícil acreditar, eu sei, mas estou tentando.

Falaram, por exemplo, de um tal país chamado Guiné Bissau, onde contam as más línguas, que por lá existe pelo menos meia dúzia de etnias e que cada uma fala um dialeto próprio. Os Balantas são os mais bonitos e fortes. Há outro país chamado Angola onde diamantes brotam da terra, têm caras estilosos e mulheres bonitas. Também têm umas ilhas, São Tomé e Príncipe, onde ainda preservam a mata, os animais e a personalidade forte de seus moradores. Dos outros sei muito pouco ou quase nada. Se é que esses outros existem de fato.

Segundo os estudiosos da temática africana, agora é assim! Recomendo, portanto, a você bom leitor, que pesquise a respeito para não passar vergonha nas mesas de bar por aí. Eu sei que é difícil acreditar nesta África multi, mas andam dizendo que ela existe!

 

Maise Soares

 

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This entry was posted on 04/03/2012 by in Conversas ao pé do balcão.

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