Merece uma dose!

Merece uma dose! é como uma mesa de bar.

De amigo a amigo…


 Recebi na última quarta-feira algumas mensagens/ligações me felicitando pelo dia do amigo. Confesso que adoro toda essa melosidade e reconhecimento. Por que eu sou demais, né?! Porém/contudo/no entanto/todavia, amigos não precisam de um dia instituído em calendário para demonstrar tal apreço.

A massagem no ego é dispensável, o que não pode faltar é a certeza de estar de alguma forma ligada a história daqueles a quem consideramos amigos. E quem não quer estar na história, entrar para a história, fazer parte história de alguém?

Vejo rotineiramente meus pais lembrando de episódios da sua juventude, citando pessoas que na época faziam-se sempre presentes. São recordações comuns: um almoço em família no domingo, uma pelada no Barreirão, um jogo de queimado (carimba) num terreno vazio, e por aí vai. Esses relatos já foram tantas vezes repetidos que fazem parte do nosso imaginário e nem se sabe mais se quem viveu aquilo foram eles ou nós.

Vejo nessa repetição a tentativa de não apagar da memória do coração os queridos. Tenho amigos que se foram, de fato, de maneira precoce e deles tento falar mais, pois tenho medo que a imagem de seus rostos desapareçam, tenho medo de esquecer.

Já aqueles que a vida tratou de colocar em rumo diferente do meu, fica o saudosismo e a certeza de que mesmo longe carregamos, eu e o outro, o carinho e a graça por termos tido a oportunidade de fazer parte, mesmo que momentaneamente, da vida um do outro.

Fora os que conquistei com meu charme! Têm aqueles, também, a quem chamo de agregados. São amigos de amigos que acabam por cativar. E como a sorte anda sempre ao meu lado, quando o assunto é gente, entre cativos, cativados e cativantes, trago os melhores em mim e é deles essa energia que ando emanando por aí.

Fico agradecida ao Universo pelos presentes que ele têm me dado. É desse povo a minha alegria, o meu sorriso, o meu prazer. Dedico a eles o meu melhor e peço perdão pelos momentos em que mostro minha outra face. Amo, com toda força que essa palavra possa representar. Amo por terem, em parte, me transformado no que sou. Amo pelos sentimentos/sensações que me fizeram e fazem experimentar.

Sendo assim, dedico a eles, e eles sabem quem são, essa dose doce. Tão doce que mais parece licor de chocolate, de tanto que enjoa.

Maíse Soares.

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One comment on “De amigo a amigo…

  1. Glauver Souza
    07/25/2011

    é muito triste perceber o circo armado por imprensa e moralistas usando a morte uma artista tão fantástica e genial para dar sermões ou ter audiência… =/

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This entry was posted on 07/22/2011 by in Conversas ao pé do balcão.

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