Merece uma dose!

Merece uma dose! é como uma mesa de bar.

De Balão a Buquê

Ufa! Depois de tanto trabalho é a única coisa que o cansaço me permite dizer: UFA! Interjeição simples na sua forma, mas carregada de significado. Os dias que antecederam este post foram de muita correria, trabalho, irritação, dor e um cansaço sem fim. Como cansa ser/fazer feliz.

Minha primeira aparição por essas bandas se deu no dia 24/06, dia de São João, feriadão na minha terra, pouco valorizada nessa Fortaleza de tantos movimentos. E assim, sem querer, curtindo a festa junina tão tradicional em minha casa, festa em que todos se reúnem frente à “mão de milho” preparando guloseimas, me vi nostálgica e saudosa.

Na minha vida de criança, Festa Junina era um dos maiores acontecimentos do ano: vestido colorido novo, trança no cabelo, a maquiagem tão proibida em dias comuns… No final do dia, fogueira no quintal do vizinho, comidas indo e vindo de uma casa pra outra e fogos de artifício estourando as calhas dos vizinhos. Havia leveza em tudo aquilo e nenhuma obrigação. Hoje me vejo como preparadora dessa leveza, tentando embutir nos pequenos de hoje a magia e a excitação que em mim habitavam na mesma ocasião, só que em outro tempo.

Dentre as coisas mais divertidas do tal São João, está(va) o casamento matuto. Gente, como eu amo casamento de quadrilha junina! Toda aquela graça, o mancebo casando “a pulso”, gritaria, correria, pai armado, tudo pela honra da donzela(?) indefesa. Pois bem, passados os festejos, lá sevem um casamento, mas não, não era casamento na roça, era na cidade grande.

E metida como só minha “raça” é, decidimos (ou decidiram, não fui consultada) fazer tudo, absolutamente tudo: do vestido da noiva ao docinho de cereja. Os reforços começaram a chegar, a casa ficou cheia, a rotina acabou, as noites de sono também. Muita coisa pra organizar em pouquíssimo tempo. As flores, as mesas, o bolo, o que servir e como servir, as roupas, os convites, os padrinhos… E muita dor nos pés pra acompanhar.

Lembrei que dias antes conversei com alguém a respeito de santos, festa junina e casamento. E me alertaram que as promessas e simpatias que fiz até hoje, fiz para o santo errado.  – Como assim?, gritei espantada! É que Santo Antônio, aquele casamenteiro, arruma homem, mas arruma QUALQUER um. Que santo bom mesmo é São João, que arruma bem arrumado. Mas se o caso já estiver desesperador (balzaquianas, apressem-se) só Santo Expedito mesmo.

Depois disso, corri, fiz minha simpatia e vi nesse casório a oportunidade de ter mais um amuleto para o desencalhe. Cheguei determinada e só sairia de lá com o buquê nas mãos!

E assim sucedeu. A concorrência estava grande, mas diante dos treinos e movimentos friamente calculados obtive êxito em minha empreitada. Sai do casamento com o buquê e a promessa de um homem viril e bom pra chamar de meu.

 

 Por isso, peço desculpas pela ausência e digo para não estranharem acaso me encontrem por essas bandas e bares cantando e contando estórias de amor, pois o Santo já se manifestou, falta só o marido.

Maíse Soares.

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This entry was posted on 07/14/2011 by in Conversas ao pé do balcão.

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